Em Março de 2009, Richard Edelman explicou durante a conferência ECO:nomics (http://economics.wsj.com/) , do The Wall Street Journal, que estávamos a entrar na era da Mutual Social Responsability, na qual as pessoas, até agora chamadas de “consumidores” pelos marketers, contribuem para a sustentabilidade e bem-estar da sociedade, em parceria com as empresas, com o Governo e com as organizações não-governamentais (ONG).
A Mutual Social Responsability atribui às pessoas um novo papel e uma voz real na discussão pública. Ou seja: “A democratização das comunicações vai exigir um maior controlo público das afirmações por trás do marketing ambiental”, como explicou Edelman.
Nesta nova era – que Richard Edelman enumera como a quarta do marketing ambiental – é necessário que as empresas tomem decisões mais conscientes sobre a sua imagem e o que querem transmitir aos seus stakeholders.
A Mutual Social Responsability pressupõe três mudanças: A primeira é na forma de agir – as empresas vão ter que gastar menos energia e água, poupar no combustível e melhorar a sua pegada ecológica. No fim do dia, e na óptica destas empresas, serão estas acções que farão com que os consumidores as escolham em detrimento de actores menos sustentáveis.
Outra das mudanças está relacionada com a forma como os negócios se relacionam com a sociedade civil. Trabalhar – realmente – em conjunto com uma ONG, por exemplo, não só pode aumentar os esforços e benefícios ambientais e sustentáveis de uma empresa ou marca com fazer com que esta entre num outro nível de credibilidade.
É aqui que Richard Edelman diz que as consultoras de Public Engagement podem entrar, ligando clientes, comunidades e pessoas, transmitindo informações das marcas e empresas a estes e criando parcerias com ONG e outros stakeholders. Incluindo, claro, os media.
Esta necessidade e nova forma das empresas se relacionarem com a sociedade – Governos, ONG, outras associações – é, aliás, uma das principais conclusões das últimas edições do Edelman Trust Barometer – o estudo que avalia a confiança dos cidadãos nos Governos, instituições, ONG ou media.
De resto, as ONG são as instituições mais credíveis na maior parte dos mercados onde o estudo da Edelman é publicado, o que amplifica a necessidade de encontrar parcerias entre empresas e estas associações.
Finalmente, as empresas têm necessidade de encontrar novos produtos que correspondam à sua imagem de organizações “verdes”. Aliás, segundo o estudo Good Purpose, também da Edelman, sete em cada dez entrevistados afirmou estar preparado para pagar mais por produtos que sejam amigos do ambiente.
O Good Purpose também chama a atenção para a ligação entre corporate social responsability (CSR) e sustentabilidade. Assim, 61% dos inquiridos está disposto a pagar mais por um produto que seja sustentado por uma forte política de responsabilidade social e 83% está receptivo a mudar os hábitos de consumo se isso implicar um contributo para um mundo melhor.
Por isso, e para a Edelman, sustentabilidade e responsabilidade social e corporativa são indissociáveis. Confira aqui.
http://www.edelman.com/expertise/practices/csr/







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