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Os vencedores dos Green Project Awards e Nutrition Awards

Para a GCI, Setembro foi o mês dos prémios. A 15, na Culturgest, decorreu a 4º edição dos Green Project Awards, que distinguiu oito projectos, entre vencedores e menções honrosas. Quatro dias depois, a 19 de Setembro, foram entregues os Nutrition Awards, que premiaram, no total, 17 trabalhos.

Uma vez mais, os Green Project Awards foram organizados pela GCI, Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e Quercus. Numa cerimónia presidida pela ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e Ordenamento do Território, Assunção Cristas, e que teve o seu ponto alto na intervenção do artista plástico brasileiro Vik Muniz, três projectos foram premiados: em produto ou serviço, a Amorim Isolamentos foi a vencedora, com o produto CorkSorb; em campanha de comunicação, o grande vencedor foi o projecto Consumo Consciente Respeita o Ambiente, da Eurest Portugal; finalmente, em I&D, o primeiro prémio foi para Trás-os-Montes, para a UTAD, com o trabalho BioCombus.

Durante a cerimónia foram também entregues cinco menções honrosas: para a Terraprima (Pastagens Permanentes Semeadas Biodiversas e Ricas em Leguminosas) e CaetanoBus (Autocarro Eléctrico Modelo C5), em Produtos ou Serviço; para a Brigada do Mar, em Campanha de Comunicação; e para a Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa (Baterias de papel no Estado sólido) e WS Energia (HSUN), em Investigação & Desenvolvimento.

Já nos Nutrition Awards, prémios organizados pela GCI e pela Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN), o rol de vencedores foi maior – de resto, estavam sete categorias a concurso.
Assim, em Comunicação em Nutrição, o vencedor foi o projecto “Marketing Nutricional: Conheça Melhor a sua Refeição”, de Beatriz Oliveira e Egídia Vasconcelos (Eurest Portugal); Em Investigação em Ciências da Nutrição, o prémio principal foi entregue ao Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, com o trabalho “Avaliação da Ingestão Alimentar em Grávidas Portuguesas”; em Qualidade e Segurança Alimentar, o projecto vencedor foi entregue a uma equipa da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, denominado “Lysteria monocytogenes em alimentos: dados para uma avaliação do risco”.

A cerimónia premiou ainda uma equipa do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológico, com o trabalho “Extracto de cereja obtido por tecnologia supercrítica – um agente quimioterapêutico natural para o cancro do cólon” (em Inovação e Desenvolvimento em Produtos e Serviços); uma equipa da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto arrecadou o prémio principal em Nutrição Clínica, com um projecto denominado “Ingestão de ácio alfa-linolénico e menor rácio de ácidos gordos polinsaturados n6:n3 associados a um melhor controlo da asma”; o projecto PASSE – Promoção de Alimentação Saudável em Saúde Escolar, um programa integrado – venceu em Saúde Pública; e, finalmente, a jornalista Luísa Oliveira, da revista Visão, venceu o Prémio Especial Jornalismo, com o trabalho Anatomia dos Bio.

Consulte todos os projectos vencedores dos Green Project Awards e Nutrition Awards em  http://www.greenprojectawards.pt/2011/ e http://www.nutritionawards.pt/.

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20. Oct, 2011
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A era da Mutual Social Responsability

Em Março de 2009, Richard Edelman explicou durante a conferência ECO:nomics (http://economics.wsj.com/) , do The Wall Street Journal, que estávamos a entrar na era da Mutual Social Responsability, na qual as pessoas, até agora chamadas de “consumidores” pelos marketers, contribuem para a sustentabilidade e bem-estar da sociedade, em parceria com as empresas, com o Governo e com as organizações não-governamentais (ONG).

A Mutual Social Responsability atribui às pessoas um novo papel e uma voz real na discussão pública. Ou seja: “A democratização das comunicações vai exigir um maior controlo público das afirmações por trás do marketing ambiental”, como explicou Edelman.

Nesta nova era – que Richard Edelman enumera como a quarta do marketing ambiental – é necessário que as empresas tomem decisões mais conscientes sobre a sua imagem e o que querem transmitir aos seus stakeholders.

A Mutual Social Responsability pressupõe três mudanças: A primeira é na forma de agir – as empresas vão ter que gastar menos energia e água, poupar no combustível e melhorar a sua pegada ecológica. No fim do dia, e na óptica destas empresas, serão estas acções que farão com que os consumidores as escolham em detrimento de actores menos sustentáveis.

Outra das mudanças está relacionada com a forma como os negócios se relacionam com a sociedade civil. Trabalhar – realmente – em conjunto com uma ONG, por exemplo, não só pode aumentar os esforços e benefícios ambientais e sustentáveis de uma empresa ou marca com fazer com que esta entre num outro nível de credibilidade.

É aqui que Richard Edelman diz que as consultoras de Public Engagement podem entrar, ligando clientes, comunidades e pessoas, transmitindo informações das marcas e empresas a estes e criando parcerias com ONG e outros stakeholders. Incluindo, claro, os media.

Esta necessidade e nova forma das empresas se relacionarem com a sociedade – Governos, ONG, outras associações – é, aliás, uma das principais conclusões das últimas edições do Edelman Trust Barometer – o estudo que avalia a confiança dos cidadãos nos Governos, instituições, ONG ou media.

De resto, as ONG são as instituições mais credíveis na maior parte dos mercados onde o estudo da Edelman é publicado, o que amplifica a necessidade de encontrar parcerias entre empresas e estas associações.

Finalmente, as empresas têm necessidade de encontrar novos produtos que correspondam à sua imagem de organizações “verdes”. Aliás, segundo o estudo Good Purpose, também da Edelman, sete em cada dez entrevistados afirmou estar preparado para pagar mais por produtos que sejam amigos do ambiente.

O Good Purpose também chama a atenção para a ligação entre corporate social responsability (CSR) e sustentabilidade. Assim, 61% dos inquiridos está disposto a pagar mais por um produto que seja sustentado por uma forte política de responsabilidade social e 83% está receptivo a mudar os hábitos de consumo se isso implicar um contributo para um mundo melhor.

Por isso, e para a Edelman, sustentabilidade e responsabilidade social e corporativa são indissociáveis. Confira aqui.
http://www.edelman.com/expertise/practices/csr/

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